Alex Testoni, Prefeito de Ouro Preto é detido na Operação Ludus

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Operação investiga fraudes nas obras do Espaço Alternativo, em Porto Velho.  Prefeito nega envolvimento em grupo que seria responsável por desvios.

O prefeito de Ouro Preto do Oeste, Alex Testoni (PSD), foi preso nesta quarta-feira (3) durante a Operação Ludus, que investiga uma suposta organização criminosa que atua na contratação e execução das obras do Espaço Alternativo - pista para a prática de esportes -, em Porto Velho, orçadas em R$ 22.802.088,73. Segundo as investigações, o grupo é formado por agentes políticos, empresários e policiais militares, envolvidos em fraude a licitação, peculato, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, entre outros crimes. Além de Testoni, mais sete pessoas já foram detidas nesta manhã.


O prefeito, que também já foi deputado estadual, foi detido em Ouro Preto e conduzido para Porto Velho. Ao chegar ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por exame de corpo de delito, Testoni disse desconhecer as acusações feitas pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO), que conduz a operação. "Só tive acesso aos mandados prisão e busca e apreensão na minha residência e lá não estava explicita as acusações. Eu não sei ainda do que se trata", afirmou, ao negar qualquer envolvimento em esquemas fraudulentos referentes às obras na capital. "Seja qual for a acusação, ela é falsa, contra a minha pessoa, com certeza, é falsa."

O prefeito de Ouro Preto afirmou ainda que soube da prisão do filho, Alex Testoni Filho, conhecido como Ninho. O rapaz de 27 anos teria sido detido na manhã desta quarta em Porto Velho, no apartamento onde mora. "Meu filho também foi preso, fica muito difícil eu poder falar o que está acontecendo realmente", disse Testoni. O MPRO não confirma a informação.

Na operação, estão sendo cumpridos 14 mandados de prisão preventiva, 33 mandados de busca e apreensão, um deles na casa do prefeito de Ouro Oreto, além de diversas ordens de suspensão de função pública, proibição de acesso a órgãos públicos, indisponibilidade de bens e outras medidas cautelares nas cidades de Porto Velho, Ariquemes, Jaru, Ouro Preto do Oeste e Ji-Paraná. As ações são realizadas pelo Ministério Público, em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Companhia de Operações Especiais da Polícia Militar.

As investigações tiveram início em agosto deste ano e foram realizadas pelo Centro de Atividades Extrajudiciais (Caex) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRO. Também participaram das apurações as Promotorias de Justiça do Urbanismo e Saúde Pública da Comarca de Porto Velho e o Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO).

O nome da operação é uma referência ao local da Grécia antiga onde eram realizadas atividades desportivas. Mais informações sobre a ação serão divulgadas em entrevista coletiva, às 15h, pelo Ministério Público.

Gaia Quiquiô
Do G1 RO

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