Detido na Operação Ludus, Deputado Federal eleito Lúcio Mosquini nega acusações

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Lúcio Mosquini, ex-diretor do DER-RO, foi detido na manhã desta quarta. Operação investiga fraudes nas obras do Espaço Alternativo, em Porto Velho.

O deputado federal eleito Lúcio Mosquini (PMDB) também foi detido nesta quarta-feira (3) na Operação Ludus, que investiga uma suposta organização criminosa que atua na contratação e execução das obras do Espaço Alternativo – pista para a prática de esportes –, em Porto Velho, orçadas em R$ 22.802.088,73. Segundo as investigações, o grupo é formado por agentes políticos, empresários e policiais militares, envolvidos em fraude a licitação, peculato, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, entre outros crimes. Além de Mosquini, o prefeito de Ouro Preto do Oeste, Alex Testoni, e mais seis pessoas já foram detidas nesta manhã.


A assessoria do deputado eleito confirmou, por meio de redes sociais, a detenção e informou que os advogados de defesa irão pedir o relaxamento da prisão ainda nesta quarta. Mosquini é ex-diretor do Departamento de Estradas de Rodagens de Rondônia (DER-RO) e, segundo a assessoria, "pautou sua gestão na transparência e ações dentro da legalidade". "Essa prisão não deve ter passado de algum equívoco que será corrigido assim que sua defesa tiver acesso ao processo", informaram os assessores.
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Ao passar pelo exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), nesta manhã, o prefeito de Ouro Preto também negou qualquer envolvimento no esquema de fraudes revelado na operação. Alex Testoni disse desconhecer as acusações feitas pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO), que conduz a operação. "Só tive acesso aos mandados prisão e busca e apreensão na minha residência e lá não estava explicita as acusações. Eu não sei ainda do que se trata", afirmou.

Na operação, estão sendo cumpridos 14 mandados de prisão preventiva, 33 mandados de busca e apreensão, além de diversas ordens de suspensão de função pública, proibição de acesso a órgãos públicos, indisponibilidade de bens e outras medidas cautelares nas cidades de Porto Velho, Ariquemes, Jaru, Ouro Preto do Oeste e Ji-Paraná. As ações são realizadas pelo Ministério Público, em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Companhia de Operações Especiais da Polícia Militar.

As investigações tiveram início em agosto deste ano e foram realizadas pelo Centro de Atividades Extrajudiciais (Caex) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRO. Também participaram das apurações as Promotorias de Justiça do Urbanismo e Saúde Pública da Comarca de Porto Velho e o Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO).

O nome da operação é uma referência ao local da Grécia antiga onde eram realizadas atividades desportivas. Mais informações sobre a ação serão divulgadas em entrevista coletiva, às 15h, pelo Ministério Público.

Ana Fabre
Do G1 RO

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