Dois indígenas são presos na Operação Mesclado em Cacoal

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Detidos confessaram participar de esquema de extração ilegal de madeira. Operação Mesclado teve início na manhã desta quarta, em quatro cidades.

Dois indígenas foram presos nesta quarta-feira (10), durante a Operação Mesclado, suspeitos de participarem de uma quadrilha responsável pela extração ilegal e falsificação de madeira em Rondônia, que teria causado danos ambientais de até R$ 500 milhões. A ação, realizada pela Polícia Federal e pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), teve início nesta manhã nos municípios de Cacoal, Pimenta Bueno, Espigão do Oeste e Alto Alegre dos Parecis. Ao todo, 11 pessoas foram presas, entre elas, os índios da etnia Sakyrabiar, da reserva de Mequéns. Segundo a PF, os indígenas confessaram a participação no esquema criminoso.


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Operação Mesclado contra madeireiras ilegais

Segundo as investigações, a extração era feita da terra indígena Mequéns e, para regularizar o material, a madeira era 'esquentada', por meio de planos de manejo fraudulentos. "A Sedam [Secretaria Municipal de Meio Ambiente] autoriza o plano de manejo. O detentor do plano de manejo é que, mediante a fraude, coloca o seu crédito, ou seja, a fraude consiste em utilizar um crédito legalizado para uma madeira ilícita", explicou o delegado da PF Arcelino Damaceno, que participou das apurações.

A Polícia Federal não descarta a participação da Sedam no esquema, mas ainda aguarda a coleta de novas provas para averiguar o envolvimento de funcionários da pasta com o grupo criminoso.

Além das prisões, 22 madeireiras foram lacradas, foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão, 17 de condução coercitiva, além de medidas de sequestros de bens imóveis avaliados no montante aproximado de R$ 7,5 milhões. "Foram realizados sequestros de bens, apreensão de maquinários e interditadas madeireiras e estabelecimentos que davam apoio e contas bancárias foram bloqueadas", informou o superintendente da Polícia Federal em Rondônia, Carlos Manoel Gaya.

De acordo com o superintende da PF, o inquérito ainda está em andamento e novas provas serão coletadas antes do envio ao Ministério Público, que poderá oferecer denúncia contra os envolvidos. Ainda conforme Gaya, o número de pessoas e empresas envolvidas pode aumentar e novas prisões podem ser realizadas. Os indiciados e eventuais acusados responderão pelos crimes de furto, extração ilegal de madeira, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

As investigações tiveram início há cerca de um ano e, nesta quarta, cerca de 120 agentes participaram da operação, cujo nome, Mesclado, se deve ao fato de que a ação envolve interesses indígenas e não indígenas.

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