Rodoviária de Cacoal é alagada por goteiras em dias de chuva

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Diretor diz que a última reforma feita no local aconteceu em 2003. Desde então, prédio não recebeu nenhuma outra manutenção.

A Rodoviária Intermunicipal Armelindo Corá, de Cacoal (RO), município a 480 quilômetros de Porto Velho, ficou parcialmente alagada durante a forte chuva que atingiu a cidade. Para os usuários, a situação é desconfortável. De acordo com o diretor do local José Gilberto Lizieiro, a última reforma feita no local foi em 2003, e desde então a rodoviária não recebeu nenhuma outra manutenção.


Auzira Maria de Jesus, de 70 anos, é aposentada e vai viajar para São Miguel (RO), onde quer passar as festas de fim de ano. Para a usuária, a situação está complicada, pois nem mesmo os locais onde os passageiros aguardam a chegada dos ônibus ficam livres das incômodas goteiras.

“Eu já troquei de lugar onde estava sentada três vezes, mas as goteiras estão por toda a parte. É muito ‘chato’, pois temos que ficar puxando as bagagens, além do risco que é também para as crianças que passam por aqui”, destacou a passageira.

Revoltado com a situação, o supervisor de vendas de uma agência de viagens, Jervaz Batista Antônio, conta que mensalmente a empresa onde trabalha repassa para a prefeitura todo o valor arrecadado com a cobrança de taxa de embarque, que atualmente é de R$ 1. O valor repassado mensalmente, segundo ele, varia de R$ 8 a 12 mil. As empresas ainda pagam para a prefeitura um aluguel mensal de R$ 1.429,25.
“Só em novembro rapassamos R$ 10.596,00. Nós temos uma sala de tráfego onde precisei fazer uma cobertura para dar condições de uso. Eu acredito que pelo menos parte desse dinheiro deveria ser repassado para a manutenção do prédio”, desabafou Jervaz.

Nos guichês distribuídos pela rodoviária, que são aproximadamente seis, possuem goteiras dentro das salas, e os equipamentos de trabalho precisam ficar cobertos para evitar danos ou até curtos circuitos. A água escorre nos painéis luminosos de todos os guichês, e na sala da administração da prefeitura a fiação está toda a mostra.

Segundo a secretária de administração, Sandra Cardoso, todo o dinheiro arrecadado pela rodoviária é repassado para a prefeitura em uma conta única, e os valores que chegam não são separados por setores. Sandra reconhece que o dinheiro não está sendo investido em melhorias no terminal. A Lei Completar Estadual nº366 de 6/2/2007, no art. 130, determina que o valor arrecadado através de taxas de embarque precisa ser aplicado integralmente em melhorias nas rodoviárias, o que não tem ocorrido em Cacoal.

O diretor do terminal, José Gilberto, que assumiu o cargo nesta terça-feira (2), reconhece a precariedade do prédio e diz que a prefeitura deve utilizar um fundo de reserva para dar manutenção ao telhado e calha, ainda este mês.

“Há muito tempo que a rodoviária não recebe nenhum tipo de manutenção. Estamos em busca de recursos para organizar esse espaço”, afirmou Gilberto.

Magda Oliveira
Do G1 RO

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