Casal de Cacoal monta mini museu em Cacoal

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São mais de 40 anos colecionando e guardando objetos antigos

O casal Cleide Caetano e Dorvindo Salles está junto há pouco mais de oito anos. Em meio a uma paisagem exuberante, cercado por verde e por belas nascentes de água, localizado as margens da RO 471, entre os municípios de Cacoal e Ministro Andreazza, em uma casa simples construída em madeira, reside o casal. Visto de fora, é impossível imaginar que nessa propriedade está guardada uma riqueza histórica. 


Na casa funciona o Mini Museu de Memórias da família Salles e Caetano, organizado pelo casal, membros de duas famílias pioneiras no município de Cacoal. Como diz o velho e conhecido ditado, toda panela tem sua tampa, quis o destino que Cleide e Dorvindo se encontrassem em uma dessas boas surpresas que acontecem na vida, formando um belo casal apaixonado um pelo outro e pela arte de colecionar coisas antigas.


Os dois são viúvos do primeiro casamento, há pouco mais oito anos um amigo os apresentaram, formando assim uma bela união, que ficou mais forte ainda quando descobriram que ambos carregavam consigo uma paixão em comum, o gosto por colecionar e guardar coisas antigas. De acordo com Cleide o gosto a paixão por objetos antigos começou quando ainda era criança, “desde pequena eu gostava de guardar as coisas de minha família. O tempo foi passando e a paixão aumentando ao ver que as coisas estavam lá guardadas e bem cuidadas, acredito ter mais de 40 anos que coleciono peças antigas,” fala.


Dorvindo conta que já trabalhou em diversas profissões, dentre elas mecânico de moto serras e produtor rural, porém sempre gostou de guardar as coisas e consertar quando quebrava, “sou do tipo que tenta consertar tudo que quebra, na maioria das vezes dá certo, com isso comecei a consertar e guardar as coisas que já tinha e as que as pessoas me doavam,” explica.


Depois que o casal se uniu resolveu então juntar o acervo que cada um tinha guardado, organizar e expor na sala da casa, que já está pequena para tanto objeto, que pelos cálculos do casal só de peças pequenas são mais 800 e quase mil incluindo as maiores.

Conforme o casal, o acervo é formado por objetos de família e por doações, dentre eles estão, armas antigas, moedas antigas e de outros países, rádios, maquinas fotográficas, telefones, maquinas de escrever, ferros de passar roupas, televisões, maquinas de costura, chapéus e muitos outros. Apesar de serem peças antigas muitas delas ainda funcionam, como é o caso de um órgão e uma toca-discos, que está com a família há mais de 50 anos, de acordo com Cleide. Outra relíquia que está muito bem guardada é um mini disco de vinil com o Hino de Cacoal, escrito em 1984 pela bióloga Creuci Maria Caetano, irmã de Cleide Caetano. 


Para o casal além da paixão pelas coisas antigas, colecionam também porque acreditam que tudo que foi feito de bom pelo ser humano precisa ser preservado e melhorado e nunca descartado. “Assim como o Hino de Cacoal, que foi escrito por minha irmã que garanto que muitas pessoas mais novas não sabem, tenho uma porcelana que é meu xodó, ela pertenceu a minha avó que faleceu antes de eu ter nascido. E como cuido dela ela tão bem conservada que nem parece ter cerca de 120 anos que foi fabricado,” justifica Cleide.

Quem tiver interesse em visitar ou doar alguma peça para o mini museu, pode ligar nos telefones: (69) 9279-9145.

Redação: Cacoal agora
Rogério Aderbal 

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