CPI conclui que houve desvio de verbas na saúde de Cacoal

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Comissão teve acesso a áudios de conversas entre os envolvidos. Segundo CPI, organização criminosa era formada por ex-servidores.

Após cerca de sete meses de investigações, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instituída na Câmara Municipal de Vereadores de Cacoal (RO) para investigar denúncias de esquemas na área da saúde concluiu que há uma organização criminosa dentro da prefeitura para fraudar os cofres públicos. A comprovação se deu por meio de áudios de conversas entre os envolvidos, descritos no relatório apresentado nesta sexta-feira (6). As apurações resultaram em três mil páginas de documentos.

CPI conclui que houve desvio de verbas na saúde de Cacoal, RO (Foto: Magda Oliveira/G1)

De acordo com a presidente da CPI, vereadora Maria Simões, a comissão foi instalada devido à denúncia de um antigo secretário de Saúde sobre a suposta prática de recebimento de vantagens financeiras por parte da então chefe de gabinete do Executivo, Maria Ivani, e do procurador-geral do município, José Carlos dos Reis, conseguidas através da construção da Unidade Pronto Atendimento (UPA). Além disso, o objetivo foi investigar o aumento patrimonial desses servidores, incompatíveis com os salários recebidos por eles. Os dois já não estão mais nos quadros da prefeitura.

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Para chegar à conclusão, a CPI pediu quebras de sigilos telefônicos e bancários dos envolvidos. Segundo o relator da comissão, vereador Adailton Fúria, com os áudios, foi possível comprovar que houve desvio de recurso público e pedidos de propinas. Já a quebra do sigilo bancário mostrou a transação financeira entre os envolvidos de valores significativos e repasses para alguns servidores no valor de até R$ 90 mil, que teriam sido emprestados para a chefe de gabinete para realizar a compra de uma caminhonete.

Ainda conforme a comissão, em nenhum momento da investigação, o prefeito do município, Francesco Vialetto, atendeu aos chamados para prestar esclarecimento sobre possíveis omissões da gestão. "Todas as vezes que era convocado para dar depoimento, o prefeito justificava que estava viajando", contou Maria Simões. O prefeito foi procurado pela equipe do G1, mas segundo a assessoria de imprensa, estaria em viagem.

Maria Ivani e José Carlos não fazem mais parte do quadro de funcionários da prefeitura e não foram encontrados para falar sobre o assunto.

Como a CPI era apenas investigativa e não processante, o relatório será encaminhado para a presidência da Câmara. Em seguida, o trabalho também será enviado para o Tribunal de Contas do Estado, Polícia Federal e Ministério Público, para que as investigações tenham continuidade.

Magda Oliveira
Do G1 RO

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