Estado assume gerenciamento de parte da saúde municipal de Cacoal

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Medida foi tomada após determinação judicial emitida em setembro de 2014. Atendimentos continuam sendo oferecidos no Hospital São Daniel Comboni

O estado de Rondônia assumiu nesta segunda-feira (2) o pronto atendimento de urgência e emergência de média e alta complexidade oferecido pela rede municipal de Saúde de Cacoal (RO), a 480 quilômetros de Porto Velho. A medida foi tomada após uma determinação judicial emitida em setembro de 2014, que passava para o governo estadual a responsabilidade, ficando o município responsável apenas pelos atendimentos ambulatoriais. Os atendimentos de pronto-socorro continuam sendo realizados no Hospital São Daniel Comboni.


Para a transmissão das responsabilidades, houve uma cerimônia oficial em frente à unidade hospitalar, com a presença do Secretário Estadual de Saúde, Williames Pimentel. "Nós não queríamos fazer isso, nós só estamos assumindo, pois nosso objetivo é salvar vidas e queremos melhorar a situação que está caótica dentro do sistema de urgência e emergência em Cacoal", disse Pimentel, ao admitir que a transferência de responsabilidade não estava no planejamento de governo.

O secretário classificou a atual situação como uma missão árdua e inesperada, que não estava prevista nem mesmo no orçamento de governo de 2015. "Na quinta-feira [5], o governador terá uma audiência com o ministro da Saúde, onde eu irei assessorá-lo. Iremos discutir o apoio do ministério, nessa ação de uma unidade de urgência e emergência regionalizada, com uma estrutura de retaguarda do Hospital Regional de Cacoal", contou o secretário.

Já o secretário municipal de Saúde de Cacoal, Fabiano Santos Amorim, garantiu que a prefeitura continuará sendo parceira do estado nos atendimentos e que contratos terceirizados serão mantidos. "Iremos manter os contratos de fornecimento de gás de cozinha, oxigênio, e alimentação, porém a refeição deixará de ser terceirizada e passará a ser preparada na cozinha do próprio hospital. Esse alimento será oferecido para os pacientes que estão internados no pronto-socorro e na ala oncológica", afirmou Fabiano, ao informar que os contratos serão mantidos até que o estado tenha condições de realizar novas licitações.

Magda Oliveira
Do G1 RO

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