Oficinas ajudam alunos com Síndrome de Down em Cacoal

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Cernic atende cerca de 30 alunos com Down, atua há 33 anos. Sábado (21) é o Dia Internacional da Síndrome de Down.

Crianças, adolescentes, jovens e até adultos com Síndrome de Down, são recebidos no Centro de Reabilitação Neurológica Infantil (Cernic) de Cacoal (RO) a 480 quilômetros de Porto Velho, onde são estimulados para melhor se desenvolverem e mostrarem suas potencialidades. Dia 21 de março é o Dia Internacional da Síndrome de Down.

O Cernic já atua em Cacoal há 33 anos (Foto: Magda Oliveira/G1)

Desde pequena, a estudante Danila Ragnini, de 17 anos, frequenta as aulas no Cernic. Na oficina pré-profissional a garota está sendo preparada para o mercado de trabalho, onde através da pintura, aprende noções básicas de pontualidade, responsabilidade, organização, limpeza, cooperação mútua e respeito. Comportamentos que terá que seguir tanto na vida pessoal, quanto na profissional.

Danila Ragnini, de 17 anos (Foto: Magda Oliveira/G1)Eu gosto das aulas, posso usar as cores e pintar as borboletas coloridas. Também gosto de lixar as madeiras, elas ficam ‘lisinhas’ e a tinta fica mais bonita”, disse Danila, enquanto preparava uma borboleta de madeira para ser colorida.

Com 11 anos de idade, a esperta Kayllane Nayara Pereira, estuda no Cernic duas vezes por semana, frequentando as aulas de Atendimento Educacional Especializado (AEE). As aulas são realizadas no contra turno da escola e ajuda a garota a complementar o ensino regular. Com a ajuda da professora, Kayllane se destaca em sala, e formar palavras com o quebra-cabeça já deixou de ser tarefa difícil para ela.

“Aprendi a jogar com os meus amigos e a respeitar as pessoas. A ‘prô’ dá bastante atenção e me ensina a brincar e jogar. Eu gosto muito do Cernic, é muito legal”, afirma a estudante.

Kayllane Nayara Pereira, estuda no Cernic duas vezes por semana (Foto: Magda Oliveira/G1)

A fisioterapeuta do Cernic Isabela Smaniotto, não convive com a síndrome apenas no trabalho, mas também em casa. Isabela tem uma filha de cinco anos, que tem o Down, e as peculiaridades apresentadas pela criança, foram percebidas cedo. Para a fisioterapeuta quanto mais estímulos o portador de Down receber, melhor ele poderá se desenvolver e mostrar suas potencialidades.

Crianças tem a possiblidade de desenvolver sua habilidades (Foto: Magda Oliveira/G1)“A questão inicial é a motora, a criança com Down quando nasce é mais ‘molinha’, ela demora um pouco mais para andar. E também na parte pedagógica, é um pouco mais lenta para aprender. Há esse atraso motor e pedagógico, mas que irá acontecer”, garante a fisioterapeuta. De acordo com Isabela, o trabalho do Cernic não é descobrir o que a criança não consegue fazer e sim o que ela consegue, e a partir de então, melhorar ainda mais essas potencialidades.

Segundo a fisioterapeuta não há dificuldades em ensinar uma criança com Síndrome de Down.“Eles são muito afetuosos e dispostos a aprender. Então, quando existe empatia, existe amor no relacionamento com a criança, ela aprende mais fácil”, diz Isabela.

Marcos Pereira, de 25 anos, participa das oficinas (Foto: Magda Oliveira/G1)

O Cernic já atua em Cacoal há 33 anos. Atualmente atende 230 crianças e adultos, nas áreas de saúde, educação especial e serviço social. Destes, cerca de 30 são portadores da Síndrome de Down.

Magda Oliveira
Do G1 RO

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