Vice Prefeito de Cacoal Marcon diz que foi expulso do Gabinete por Prefeito de Cacoal

Vereadores do partido de vice votaram pelo afastamento do prefeito. Prefeito nega represália e diz que sala será utilizada por técnicos.

O vice-prefeito de Cacoal (RO), Acelino Marcon (PDT), teve que desocupar o gabinete na prefeitura do município. Ele alega ter sido expulso da sala pelo prefeito, Francesco Vialetto (PT), após dois vereadores de seu partido votarem a favor do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investigava denúncias de um suposto esquema de fraudes na área da saúde. O chefe do executivo nega a acusação.

Vice-prefeito Acelino Marcon afirma ter recebido represália (Foto: Rogério Aderbal/G1)

De acordo com Marcon, na manhã de terça-feira (14) ele foi informado que uma assessora do prefeito havia pedido a desocupação da sala. "Meu assessor me ligou e disse que a chefe de gabinete havia pedido que nossa sala fosse desocupada, pois irão utilizar para outros fins. Eu disse a ele que só sairia mediante uma solicitação por escrito assinada pelo prefeito, o que foi feito no começo da tarde", afirma Acelino.

Para o vice-prefeito, a ação foi planejada como forma de represália, pelo fato dos dois vereadores do PDT terem votado a favor do relatório. "Não vejo outra explicação para atitude. Se eles vão usar a sala realmente, deveriam ter me comunicado antes. Sinceramente, os motivos apresentados não me convenceram", explica.

Prefeito de Cacoal Francisco Vialetto (Foto: Reprodução/ TV Cacoal)O prefeito Francesco Vialetto negou a acusação de revanche e esclareceu que a sala será utilizada para análise de projetos e documentos. "Não tem revanche alguma. O fato é que ele quase nunca usa a sala para o exercício de suas funções e, por estarmos com poucos espaços disponíveis na prefeitura, decidimos que o local deveria ser utilizado pelos técnicos. Quando ele precisar de um espaço pode usar o meu gabinete", relata.

Votação da CPI

Por seis votos a seis, a Câmara de Vereadores de Cacoal arquivou, na noite da última segunda-feira (13), o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). As investigações apuraram denúncias de um suposto esquema de fraudes na área da saúde e pretendia afastar Vialetto.

Para que o relatório fosse aprovado, a câmara iria precisar de dois terços dos votos, um total de oito assinaturas. Durante a sessão, pizzas foram servidas em protesto ao arquivamento.

Rogério Aderbal
Do G1 RO

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