Esquema de corrupção desviaria R$ 4,5 Milhões dos cofres públicos de Cacoal

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Chefe de gabinete e presidente da Câmara operavam esquema, em Cacoal. Operação Detalhe foi realizada nesta sexta-feira, 8, pelo MP-RO e polícia.

Oito pessoas acusadas de crimes em obras públicas da Prefeitura de Cacoal (RO) foram presas na manhã desta sexta-feira (8), por meio da Operação Detalhe, realizada pela Polícia Civil e o Ministério Público de Rondônia (MP-RO). Entre os presos estão a chefe de gabinete da prefeitura, Maria Ivani e o presidente da Câmara de Vereadores, Paty Paulista (PTB), apontados como os operadores do esquema. De acordo com o delegado que comandou a operação, cerca de R$ 4,5 milhões em propina deveriam ser repassados para a quadrilha. Ainda não há provas que comprovem o envolvimento do prefeito Francesco Vialetto no esquema.

Em entrevista coletiva na tarde desta sexta, o delegado regional de Cacoal, Arismar Araújo, explicou que as investigações começaram há 60 dias, mediante denúncias de pagamentos de propina por parte de empresários a servidores públicos para a construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e aquisição do terreno para a implantação do Hospital Municipal.

“Houve comprovadamente acerto de pagamento de propina envolvendo agentes públicos e empresários do ramo imobiliário. Entre os crimes, há indícios de lavagem de capitais e outros delitos envolvendo a administração municipal”, disse o delegado.

De acordo com o delegado, o esquema se concentrava em direcionamentos de licitações, aprovações de loteamentos e a doação de terrenos para membros da quadrilha. “Em uma suposta negociação que tivemos acesso, apontou que 10% da obra em questão deveriam ser revertidos aos membros da quadrilha”, fala.

O promotor Diogo Boghossían acrescentou ainda que existem evidências de irregularidades no resultado da Comissão Processante de Inquérito (CPI), que terminou arquivada pela Câmara de Vereadores e investigaria a administração municipal sobre a prática de crimes na construção da UPA. “Esse é outro caso que estamos investigando, mas por enquanto não podemos adiantar nada, para não atrapalhar os trabalhos”, relata.

Conforme a polícia, ao todo foram executadas 9 prisões temporárias (que duram cinco dias para averiguações e que podem se tornar prisões efetivas), 10 conduções coercitivas e 27 mandados de busca e apreensão de documentos na câmara, prefeitura e residências.


Além da chefe de gabinete da prefeitura, Maria Ivani Araújo, e o presidente da Câmara de Vereadores, Paty Paulista (PTB), tiveram a prisão temporária decretada o ex-procurador do Município, o presidente da CPL da prefeitura, dois empresários do ramo imobiliário, um policial civil, um lobista, um advogado e o vereador Valdomiro Corá (PV), que não foi encontrado pela polícia e por isso é considerado foragido da Justiça.

Ainda de acordo com o delegado Arismar Araújo, quase todos os que tiveram condução coercitiva terão de usar tornozeleira eletrônica durante os próximos dias. O delegado informou que a operação tem o nome de Detalhe, pois seria a palavra usada por envolvidos para tratar a população de Cacoal.

O G1 tentou contato com alguns advogados dos presos citados na matéria, mas não obteve retorno.

Rogério Aderbal
Do G1 RO

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