Vereadores presos na Operação Detalhe são afastados de funções públicas em Cacoal

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Parlamentares de Cacoal afastados ficam temporariamente sem remuneração. Departamento jurídico da Câmara recomendou afastamento, diz presidente.

A Câmara de Vereadores de Cacoal (RO) afastou temporariamente das funções publicas os vereadores Paty Paulista (PTB) e Valdomiro Corá (PV), detidos durante a Operação Detalhe, que revelou uma suposta associação criminosa de corrupção atuando em órgãos públicos do município. O afastamento foi determinado na sexta-feira (15).


O presidente da Câmara em exercício, Claudemar Littig, explica que a decisão de afastar os parlamentares foi tomada pela maioria dos vereadores, após parecer jurídico dos procuradores da Casa. Ele ressalta, no entanto, que os parlamentares só perderam funções públicas temporariamente e não os mandatos. "É preciso esperar o fim das investigações para dar início ao processo de cassação dos mandatos deles", disse.

Claudemar também informou que, mesmo estando apenas afastados e de não terem os mandatos cassados, os vereadores não serão remunerados enquanto não exercerem suas funções.

Operação Detalhe foi iniciada durante a manhã desta sexta (Foto: Magda Oliveira/G1)

Quanto à substituição dos afastados, o presidente em exercício diz que os suplentes não serão convocados de imediato. "Como os vereadores presos ainda não foram julgados o regimento interno da casa não permite que eles tenham os seus mandatos cassados e os suplentes sejam convocados de imediato, porém, os delegados de partidos podem solicitar as vagas", justifica.

Operação Detalhe

No último dia 8 de maio, a Operação Detalhe prendeu oito pessoas suspeitas de fraudes em obras públicas da Prefeitura de Cacoal. Entre os detidos estão a chefe de gabinete da prefeitura, Maria Ivani, e o presidente da Câmara de Vereadores, Paty Paulista (PTB), apontados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público como os operadores do esquema.


Segundo as investigações, cerca de R$ 4,5 milhões em propina deveriam ser repassados para a suposta quadrilha. Ainda não há provas do envolvimento do prefeito Francesco Vialetto no esquema.
As apurações tiveram início a partir de denúncias de pagamentos de propina por parte de empresários a servidores públicos para a construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade e aquisição do terreno para a implantação do Hospital Municipal.

De acordo com a polícia e o MP, o esquema se concentrava em direcionamentos de licitações, aprovações de loteamentos e a doação de terrenos para integrantes do grupo.

Rogério Aderbal
Do G1 RO

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