Empresários rondonienses avaliam como positiva construção de ferrovia transoceânica

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Os governantes dos estados de Rondônia, Acre e Mato Grosso se reuniram com uma comitiva de chineses

Empresários participaram de encontro com embaixador da China no Brasil e autoridades do Executivo e Legislativo


A construção da ferrovia Transoceânica deu um novo ânimo aos empresários rondonienses. A estrada férrea é um projeto do governo chinês a ser executado em solos brasileiro e peruano interligando o porto de Açu, no Rio de Janeiro, ao porto de Ilo, no Peru. “O progresso não atrapalha, só ajuda”, avalia o empresário do ramo de caminhões em Porto Velho, Adélio Barofaldi, que também é vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero).

Nesta segunda-feira (8), em Ji-Paraná, os governantes dos estados de Rondônia, Acre e Mato Grosso se reuniram com uma comitiva de chineses capitaneada pelo embaixador da China no Brasil, diplomata Li Jinzhang. Dentre os objetivos do encontro está o estabelecimento de parcerias na construção da ferrovia transoceânica.

“Estamos bastante otimistas com este encontro de forças e interesses políticos em favor do desenvolvimento. Em nenhum momento o trem atrapalha o fluxo de cargas dos caminhões, já que o volume transportado pelos trens é exageradamente maior que o dos caminhões. Todo o progresso é bem-vindo”, disse Barofaldi, ao observar nas falas dos estrangeiros o interesse pela importação de produtos agropecuários rondonienses, como o peixe e carne bovina por exemplo.

Baseado em Ariquemes e com negócio varejista em Porto Velho, o pecuarista Antônio Aparecido Custódio entende que a ferrovia Transoceânica vai impulsionar ainda mais a economia de Rondônia. “Se hoje crescemos a taxa de 5%, essa infraestrutura vai nos favorecer ao crescimento econômico ainda maior”, disse o pecuarista ao especular que o funcionamento do transporte férreo comece a operacionalizar dentro de 10 anos.

Mais otimista sobre a obra chinesa em chão rondoniense, o industrial Luiz Bernardo, de Ji-Paraná, calcula que dentro de 3 a 4 anos os trilhos da ferrovia já poderão ser vistos pela região. “Os governos federal e dos estados envolvidos, mais a iniciativa privada, precisam se unir numa força-tarefa e abraçar com muita vontade esse projeto”, entende o industrial, que já exporta arroz beneficiado para o Peru e para a Bolívia e pretende ampliar os negócios no exterior.

Os senadores Valdir Raupp e Acir Gurgacz participaram do evento. Deputados federais e estaduais, prefeitos, vereadores e empresários convidados registraram presença.

Fotos: Ésio Mendes

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