Justiça nega pedido de prisão domiciliar ao ex-procurador de Cacoal

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José Carlos Rodrigues dos Reis foi preso durante a Operação Detalhe. Segundo TJ, suspeito faz parte de uma associação criminosa de corrupção.

O Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) negou o pedido de prisão domiciliar ao advogado José Carlos Rodrigues Reis, preso durante a Operação Detalhe realizada pela Polícia Civil e o Ministério Público de Rondônia (MPRO), em Cacoal (RO), município distante 480 quilômetros de Porto Velho. A prisão domiciliar havia sido requerida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), mas a justiça, por suspeitar que o ex-procurador do municipio pertence a uma associação criminosa de corrupção em órgãos públicos, não autorizou que Reis cumprisse a detenção em casa.


José Carlos Rodrigues dos Reis, que era procurador geral do município de Cacoal, teve a prisão temporária decretada durante a Operação Detalhe no mês de maio. O ex-procurador chegou a  ganhar uma liminar para permanecer detido em casa, devido à ausência de sala de Estado Maior no município, que é um direito assegurado ao advogado. Porém, a liminar foi cassada pelo Tribunal de Justiça na semana passada.

Com a decisão, o advogado continuará preso no quartel da Polícia Militar de Cacoal. De acordo com o desembargador da 1ª Câmara Especial do Tribunal de Justiça de Rondônia, Gilberto Barbosa, o  parecer se baseou na decisão do órgão, que, na quinta-feira (11), decidiu por unanimidade manter a prisão preventiva da ex-chefe de gabinete Maria Ivani de Araújo Souza, do policial civil Richardson Palácio e o ex-procurador José Carlos Rodrigues dos Reis.

Segundo o TJ, todos os três são suspeitos de envolvimento em uma suposta organização criminosa que vinha cometendo desvio de dinheiro público do município de Cacoal. Na defesa, os advogados dos três suspeitos argumentaram que os mesmos possuem residência fixa e por isso podiam cumprir a prisão em casa.

Conforme o judiciário, as prisões foram decretadas e prorrogadas justamente para não prejudicar as investigações. Ainda segundo o desembargador Gilberto Barbosa, as prisões domiciliares tambem foram negadas devido ao clamor social e a indignação da sociedade em relação aos fatos e gravações já divulgadas pela imprensa sobre o caso.

O G1 entrou em contato com o advogado do ex-procurador de Cacoal, mas até a publicação desta reportagem não havia obtido retorno

Rogério Aderbal
Do G1 RO

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