Prefeito de Cacoal diz não saber motivo da acusação de vereadores

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Vereadores aprovaram CP que pode caçar mandato do prefeito.Pedido de cassação se baseia nas investigações da Operação Detalhe.

Após os vereadores de Cacoal (RO), município a 480 quilômetros de Porto Velho, terem aprovado por unanimidade, na segunda-feira (15), a abertura de uma Comissão Processante (CP) que pode levar a cassação do prefeito do município, Francesco Vialetto (PT), o executivo diz estar tranquilo em ter o nome citado por mais uma comissão.


Em entrevista, o prefeito afirmou desconhecer os motivos das acusações feitas pelos vereadores. "Eu ainda não recebi nenhum documento oficial sobre os motivos que levou a formação dessa comissão. Não fui convidado a participar da sessão da Câmara e nem sei o que eles querem dizer quando afirmam que eu fui omisso", declara Vialetto.

Segundo o prefeito, até o momento, contra ele só existem fatos subjetivos e nada concreto. Para o mandatário, falar no geral sobre o assunto não resolve nada.  "Eu acho que precisa existir um fato concreto", acredita.

Vialetto diz não termer a nenhuma investigação e que irá responder a todos os questionamentos dos vereadores. No entanto, Franco alega que essa denúncia por omissão já foi feita na primeira Comissão Processante de Investigação (CPI), da qual ele também foi o alvo. "Nosso diretório municipal fala que ninguém pode ser julgado pelo mesmo fato duas vezes. E ainda tem outra jurisdição que fala que, enquanto tinha um processo em curso, não pode ser iniciado outro do mesmo objeto", disse o prefeito.

Ao G1, o mandatário afirma não estar com medo, pois os delegados e procuradores já declaram que não existe nada legalmente contra ele e que a procuradoria do município buscará saber a legalidade da comissão.

Pedido de Cassação

O requerimento para abertura da CP contra o prefeito Francesco Vialetto foi protocolado na segunda-feira, dia 8 de junho, durante a sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Cacoal. O pedido foi apresentado pela vereadora Maria Simões (PT) e se baseia nas investigações da Operação Detalhe, que desarticulou um suposto grupo criminoso dentro da prefeitura.

De acordo com Maria Simões, mesmo que o prefeito não tenha cometido o crime diretamente, deve ser responsabilizado por infração político-administrativa, negligência e omissão.

Magda Oliveira
Do G1 RO

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