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19/06/2015

Prefeito de Cacoal diz não saber motivo da acusação de vereadores

Vereadores aprovaram CP que pode caçar mandato do prefeito.Pedido de cassação se baseia nas investigações da Operação Detalhe.

Após os vereadores de Cacoal (RO), município a 480 quilômetros de Porto Velho, terem aprovado por unanimidade, na segunda-feira (15), a abertura de uma Comissão Processante (CP) que pode levar a cassação do prefeito do município, Francesco Vialetto (PT), o executivo diz estar tranquilo em ter o nome citado por mais uma comissão.


Em entrevista, o prefeito afirmou desconhecer os motivos das acusações feitas pelos vereadores. "Eu ainda não recebi nenhum documento oficial sobre os motivos que levou a formação dessa comissão. Não fui convidado a participar da sessão da Câmara e nem sei o que eles querem dizer quando afirmam que eu fui omisso", declara Vialetto.

Segundo o prefeito, até o momento, contra ele só existem fatos subjetivos e nada concreto. Para o mandatário, falar no geral sobre o assunto não resolve nada.  "Eu acho que precisa existir um fato concreto", acredita.

Vialetto diz não termer a nenhuma investigação e que irá responder a todos os questionamentos dos vereadores. No entanto, Franco alega que essa denúncia por omissão já foi feita na primeira Comissão Processante de Investigação (CPI), da qual ele também foi o alvo. "Nosso diretório municipal fala que ninguém pode ser julgado pelo mesmo fato duas vezes. E ainda tem outra jurisdição que fala que, enquanto tinha um processo em curso, não pode ser iniciado outro do mesmo objeto", disse o prefeito.

Ao G1, o mandatário afirma não estar com medo, pois os delegados e procuradores já declaram que não existe nada legalmente contra ele e que a procuradoria do município buscará saber a legalidade da comissão.

Pedido de Cassação

O requerimento para abertura da CP contra o prefeito Francesco Vialetto foi protocolado na segunda-feira, dia 8 de junho, durante a sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Cacoal. O pedido foi apresentado pela vereadora Maria Simões (PT) e se baseia nas investigações da Operação Detalhe, que desarticulou um suposto grupo criminoso dentro da prefeitura.

De acordo com Maria Simões, mesmo que o prefeito não tenha cometido o crime diretamente, deve ser responsabilizado por infração político-administrativa, negligência e omissão.

Magda Oliveira
Do G1 RO

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