Especialista ministra palestra sobre segurança transfusional em Cacoal

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Transfusão de sangue não é procedimento 100% seguro, diz o profissional. Especialista diz que reações transfusionais são riscos da prática.

A importância e os riscos da transfusão de sangue são alguns dos assuntos abordados pelo doutor em Biotecnologia, Sérgio Roberto Lopes Albuquerque, durante visita de trabalho em Cacoal (RO).  Sergio é professor na Universidade Federal do Amazonas e está na cidade para ministrar palestras, neste fim de semana, sobre a segurança transfusional. Dentre os temas discutidos estão as possíveis reações transfusionais que podem ser provocadas por incompatibilidade de sangue.

A importância e os riscos da transfusão de sangue são alguns dos assuntos abordados pelo doutor em Biotecnologia, Sergio Roberto Lopes Albuquerque (Foto: Rogério Aderbal/G1)

De acordo com o professor o sistema de hemoterapia do Brasil é considerado um dos mais seguros do mundo, porém, mesmo assim a transfusão de sangue não é tida como um procedimento totalmente seguro. “Na área de segura transfusional o Brasil já rompeu a barreira de estar limitado apenas aos testes pré-transfusionais convencionais. Hoje todos os bancos de sangue estão ligados a um hemocentro maior ligado ao Ministério da Saúde. O que faz com que o nível de segurança transfusional do Brasil seja avaliado como bom e caminhando para ótimo”, diz.

Ainda de acordo com o especialista, nos dias atuais, no Brasil, é quase impossível alguém contrair doenças por sangue contaminado, porém o risco existe. “A transfusão de sangue é o ultimo recurso, tendo em vista que existem hoje 36 sistemas de grupos sanguíneos, impossibilitando assim detecção de todos eles com a tecnologia atual. Com isso não pode ser descartada a probabilidade do paciente receber o sangue e desenvolver um anticorpo, e ter uma reação hemolítica”, revela.

Sérgio Roberto Lopes albuquerque, doutor em Biotecnologia (Foto: Rogério Aderbal/G1)Outro fator de risco apontado pelo professor é a possibilidade de transmissão de doenças durante o período conhecido como "janela imunológica". “Janela imunológica é um tempo que existe entre a provável contaminação e a detecção dos anticorpos. Hoje com o avanço da tecnologia esse risco diminui bastante, no entanto, a possibilidade de contágio existe”, explica.

Albuquerque diz que o risco de uma reação transfunsional não infecciosa é muito maior que as doenças que podem ser transmitidas na transfusão. “Podem acontecer desde uma simples febre até reação hemolítica imediata, que pode levar a morte (o paciente recebe um sangue que não é compatível com o dele). Isso é possibilidade bem remota, porém, pode acontecer”, conta.
O especialista afirma que apesar dos riscos, a transfusão de sangue é uma atividade fundamental importância para a salvação de incontáveis vidas humanas.

Sergio Roberto ministra palestra no fim de semana para estudantes de pós-graduação da Faculdade de Biomedicina de Cacoal (Facimed).

Rogério Aderbal
Do G1 RO

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