Justiça proíbe a venda de andadores de bebê em todo o país

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Decisão de juíza gaúcha atendeu ação movida pela Sociedade Brasileira de Pediatria

Justiça proíbe a venda de andadores de bebê em todo o país Andréa Graiz/Agencia RBS
Principal argumento é de que com os andadores as crianças tem acesso a locais perigosos
Foto: Andréa Graiz / Agencia RBS

Justiça proíbe a venda de andadores de bebê em todo o país Andréa Graiz/Agencia RBS

Parte dos andadores infantis foi proibida no Brasil por uma liminar expedida pela Justiça gaúcha. A medida pode ter pouco impacto, pois só afeta um modelo, de quatro disponíveis, e somente aqueles fabricados por nove empresas brasileiras — que correspondem por 30% do mercado nacional.

O tipo proibido é o tradicional, em que a criança caminha sentada. Ainda há outros três liberados: tradicional com móbile acoplado, com alça e "moderno" (veja quadro). As restrições ocorrem somente com essas especificações porque a ação que entrou contra as fabricantes não incluiu todas as marcas nacionais, todos tipos e tampouco as marcas importadas, que correspondem a 55% dos mais de 2 milhões de andadores vendidos anualmente no país.

A medida ecoa depois de uma pressão de vários setores da sociedade. Tanto na Câmara de Deputados como no Senado estão em tramitação projetos de lei para eliminar os equipamentos. O próprio Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia avaliou dez marcas em julho e nenhuma passou no teste. Além de ser uma vitória para a campanha da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), que pressiona pela pauta por acreditar que os andadores apenas prejudicam o desenvolvimento das crianças.

— O andador ensina a criança a caminhar errado, com as pernas flexionadas, o que leva a encurtamento do tendão. Também há estudos comprovando que os bebês que usam andador demoram mais tempo para caminhar porque afeta o desenvolvimento psicomotor — explica o integrante da SBP, Rui Locatelli Wolf.

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