Museu Palácio da Memória Rondoniense é inaugurado

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Programação de abertura inclui filmes, palestras e workshops. Museu funciona no Palácio Getúlio Vargas, antiga sede do governo.

O museu Palácio da Memória Rondoniense foi inaugurado na noite de terça-feira (22) em Porto Velho. O espaço, que funciona no Palácio Getúlio Vargas, antiga sede do governo estadual, será aberto oficialmente ao público às 9h desta quarta-feira (23), com a exposição Memória Indígena: da Pré-História ao Contemporâneo. A entrada é gratuita.

Palácio Getúlio Vargas em Porto Velho (Foto: Decom/Divulgação)

A mostra marca a participação do estado na Primavera de Museus, organizada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). A exposição segue até a próxima sexta-feira (25).

Segundo Edinair Nascimento, diretora do museu, além de realizar exposições temáticas, o Palácio da Memória Rondoniense abrigará todo o acervo histórico e pré-histórico que está sob a guarda do estado. "Rondônia possui peças arqueológicas, paleontológicas, etnográficas, históricas e zoológicas, que estavam armazenadas no Prédio do Relógio, onde funcionava o antigo museu", explixa.

Lançamento de museu  teve etnias indígenas como tema (Foto: Toni Francis)Rodnei Paes, titular da Superintendência da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel), diz que o museu também vai oferecer espaço aos artistas da região para exposições e oficinas. "O governador quer transformar o Palácio da Memória Rondoniense em um grande museu, para figurar no cenário nacional", salientou.

Representantes de duas etnias indígenas participaram da solenidade. Mesmo elogiando a iniciativa, não faltaram críticas ao suposto descaso com os povos indígenas. Para Gerço Kaçupá, que criticou  "a falta de pesquisa para o registro fiel da história de seu povo", deveria haver mais aprofundamento dos historiadores na divulgação de registros históricos relacionados às tribos originárias de Rondônia e às tradições do povo Kaçupá.

Adriano Karipuna também reivindicou o registro da história dos povos indígenas e lamentou a morte de um índio que foi atropelado por uma carreta quando transitava de bicicleta pela MS-156, na cidade de Dourados (MS). "Estão nos matando aos poucos", reclamou.

Toni Francis
Do G1 RO

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