PM que vingou morte de colega dentro de hospital e é absolvido em Júri Popular

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O PM ouviu Jonilson dizer que era 'um policial a menos'. Neste momento, o PM sacou a arma e fez dois disparos contra Jonilson, que morreu no local.

O soldado da Polícia Militar, Edevaldo Aleixo Marques Fontes, 38, que vingou a morte de um colega de farda em Corumbá, 448 quilômetros de Campo Grande, foi absolvido pelo Júri Popular da cidade, em julgamento realizado nesta quarta-feira (23).


O soldado Fontes entrou no pronto-socorro para ter informações do colega e soldado João Márcio Leite da Cruz, 34 anos, quando teria ouvido de Jonilson Silva da Cruz, 33 : 'Um policial a menos'. Foi quando o policial sacou a arma e matou Jonilson, que havia acabado de matar o seu colega, o soldado Cruz.

Caso

O soldado da PM (Polícia Militar) João Márcio Leite da Cruz, de 34 anos, foi alvejado com três tiros na madrugada do dia 2 de março na Rua 14 de Março, no centro de Ladário, a 435 quilômetros de Campo Grande.

João Márcio estava em uma motocicleta quando foi atingido por três tiros, no peito, perna e abdome. Cruz ainda conseguiu revidar e atirar duas vezes contra Jonilson Silva da Cruz, de 33 anos.

Após efetuar os disparos a vítima caiu sobre a moto. A PM (Polícia Militar) foi acionada e ao chegar ao local já encontrou o soldado morto. Segundo testemunhas, o autor, após o crime, mesmo ferido conseguiu correr e ir até um Ford Ka prata, placa HTJ-4440, de Corumbá (MS), que estava estacionado.

Os policiais faziam a abordagem do carro e encontraram atrás do banco traseiro um revólver calibre 38, marca Rossi, com cinco munições deflagradas. Jonilson foi socorrido pelo Samu (Serviço Móvel de Atendimento de Urgência) e encaminhado ao hospital.

Ainda segundo testemunhas, Jefferson Manoel Lima da Silva, de 29 anos, também participou do crime, mas o autor dos disparos foi Jonilson. Silva foi preso e encaminhado com o carro para a Delegacia de Polícia Civil de Corumbá. O caso foi registrado como homicídio doloso.

Momentos depois no hospital, Jonilson foi morto pelo amigo do soldado assassinado. Segundo o site Diário Corumbaense, o comandante do 6º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Wilson Velasques, disse que o soldado Fontes foi até o pronto-socorro em busca de informações sobre o policial ferido. Ao passar próximo da sala de procedimentos, ouviu Jonilson dizer que era 'um policial a menos'. Neste momento, o PM sacou a arma e fez dois disparos contra Jonilson, que morreu no local.

O soldado Fontes se apresentou ao Comando da PM e foi preso. Segundo o comandante, os dois policiais estavam de folga. Um inquérito policial militar também foi instaurado para apurar o caso. 

Diego Alves

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