Governo zera imposto de importação para carro elétrico e a hidrogênio

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Modelos considerados 'verdes' pagavam alíquota de 35%. Híbridos com motor a combustão variam de zero a 7%.

O governo federal zerou o Imposto de Importação para automóveis movidos unicamente a eletricidade ou hidrogênio, que tinham alíquota de 35%. A resolução foi publicada nesta nesta terça-feira (27) pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) no Diário Oficial da União.

Toyota Mirai (Foto: Rafael Miotto/G1)
Governo zera imposto de importação para carro elétrico e a hidrogênio
Os modelos híbridos, que trabalham com propulsor elétrico aliado a outro tradicional a combustão, continuarão com alíquota entre zero e 7%, dependendo da cilindrada e da eficiência energética. A medida entra em vigor hoje.

A  Camex já havia reduzido o tributo dos veículos híbridos sem tecnologia de recarga externa (com motor a combustão) em setembro do ano passado. Os modelos beneficiados podem levar até 6 pessoas e não ter motor acima de 3.0 litros.

BMW i3 (Foto: Victor Moriyama/G1)
Governo zera imposto de importação para carro elétrico e a hidrogênio
A ampliação da medida afeta poucos exemplares no mercado brasileiro, mas abre caminho para que outros desembarquem por aqui, com fabricação local ou não.

Os carros "verdes" emitem pouquíssima ou nenhum poluente na atmosfera, em comparação com os movidos a gasolina ou diesel, mas o preço alto de aquisição ainda é a maior barreira para a popularização.

Frota pequena

Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico, o país conta com cerca de 3 mil veículos elétricos e híbridos. A frota total do país, em julho, era de 89 milhões de veículos, segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

Atualmente, apenas um modelo de carro elétrico, o compacto BMW i3, é comercializado no país: ele foi lançado em 2014 por R$ 226 mil.

Há 4 modelos de carros híbridos:o sedã Ford Fusion Hybrid (R$ 142.000), o hatch Toyota Prius (R$ 114.350), o Lexus CT200 (lançado em janeiro último, a partir de R$ 134.000) e o esportivo BMW i8 (lançado em 2014 por R$ 799.950).

Hidrogênio?

BMW i3 (Foto: Victor Moriyama/G1)A resolução publicada nesta terça-feira já engloba veículos impulsionados por hidrogênio, que por enquanto só existem no Japão. Estes modelos funcionam com eletricidade gerada ao misturar combustível de hidrôgenio e o oxigênio do ar. O resultado da reação é apenas vapor de água e calor.

A Toyota lançou comercialmente no ano passado o Mirai, primeiro modelo movido a célula de hidrogênio fabricado em larga escala no mundo, mas a Honda promete apresentar um rival no Salão de Tóquio, que começa ainda nesta terça-feira. A BMW também espera lançar um carro alemão movido a hidrogênio até 2020.

Mais incentivos

Na cidade de São Paulo, os veículos elétricos e híbridos têm desconto de 50% no Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e estão isentos do rodízio municipal, que proíbe a circulação no centro expandido em determinados horários por 1 dia da semana. Em setembro, os modelos "verdes" somavam 387 na capital e 723 no estado.

Outros 7 estados dão isenção de IPVA a modelos elétricos: Piauí, Maranhão, Ceará, Sergipe, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Pernambuco. Além de São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul também dão desconto de 50% no imposto para esses veículos.

Do G1, em São Paulo


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