90% das embalagens de agrotóxicos de Rondônia foram recicladas

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Todos os agricultores devem devolver as embalagens para reciclagem.  Unidade de Cacoal é a única central de recolhimento do estado.

A Unidade de Reabastecimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos, pertencente à Associação das Revendas de Produtos Agroquimicos de Cacoal e Região(Arpacre) recebeu, em 2015, 322 toneladas de embalagens de agrotóxicos. Desse total, segundo a direção da entidade, 90% foram envidadas para a reciclagem.

O produtor que não fizer a devolução poderá ser multado em mais de R$ 2 mil por unidade. (Foto: Rogério Aderbal/G1)

A Arpacre funciona em Cacoal(RO), cidade localizada a 480 quilômetros de Porto Velho. Ela é mantida pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV). Conforme o diretor da Arpacre, Alibio Santos Souza, para que o material seja reaproveitado, não pode haver contaminação das embalagens. Por isso o produtor deve fazer a tríplice lavagem antes da entrega. "Assim ele também evita o desperdício de produto", explicou.

A devolução é obrigatória e o produtor que não a fizer poderá ser multado em mais de R$ 2 mil por unidade. De acordo com  Alibio, em 2014, a unidade recebeu 314 toneladas de embalagens, número considerado recorde para o estado, porém, em 2015, houve uma queda nas devoluções por parte dos produtores.

"No ano passado tivemos uma queda muito grande no recolhimento das embalagens. Com isso, em outubro, durante a vacinação contra Aftosa, a Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron), começou a notificar os produtores que ainda não tinha feito a devolução, o que fez aumentar as entregas nos dois últimos meses de ano", relatou.

A unidade de Cacoal é a única central de recolhimento de embalagens de Rondônia, e recebe vasilhames de 13 postos espalhados pelo estado, além de receber embalagens do estado Acre e de parte do Mato Grosso.

Todo o material recolhido nos postos é verificado se foi lavado ou se está 'contaminado'. Caso o vasilhame esteja limpo, segue para a central de Cacoal, onde é prensado e levado para o processo de reciclagem, que acontece fora do estado. Se a embalagem estiver contaminada, o material é separado para ser incinerado. "E em 2015, apenas 10% foi destinado para a incineração", informou Alibio.

A devolução é importante para que seja dada a destinação correta dos recipientes, evitando a contaminação da natureza. O produtor de laranjas, Pedro Mikalczuk, contou que sabe da importância do ato, por isso foi até a central devolver nove embalagens que tinha usado."Tinha um rapaz que devolvia para mim, mas como ele parou de trabalhar, tive que vir devolver. Mesmo porque esse material não pode ficar jogado na propriedade", observou.

Rogério Aderbal
Do G1 RO

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