Agevisa orienta sobre novo inseticida contra o Aedes aegypti em Cacoal

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Conforme a agência o produto é menos tóxico e mais eficaz no combate. Novo produto deve ser utilizado no estado, a partir de abril.

Profissionais de saúde de seis municípios de Rondônia participaram de uma reunião na tarde de quarta-feira (2), em Cacoal (RO), município distante cerca de 480 quilômetros de Porto Velho, onde receberam orientações sobre o novo inseticida que será utilizado nos 'fumacês' contra o Aedes aegypti. Conforme a Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), o produto é menos tóxico e mais eficaz no combate ao mosquito.

O objetivo foi esclarecer sobre o uso do novo produto a ser usado no combate ao Aedes Aegypti. (Foto: Rogério Aderbal/G1)

De acordo com a diretora geral da Agevisa, Arlete Baldez, que participou da reunião, o produto que é usado atualmente nos fumacês é diluído em óleo, já o que passará ser utilizado a partir de abril é dissolvido em água, o que faz que o produto apresente menos risco à saúde humana.

"A mudança foi anunciada no ano passado pelo Ministério da Saúde e o estado teve que fazer algumas adaptações nos equipamentos para o uso do produto, como a compra de novas bombas que são utilizadas no fumaçê", disse.

Arlete explicou que o inseticida já foi utilizado em Rondônia, como teste, porém existem ainda resistências ao produto, por parte de alguns profissionais do setor. "O inseticida que foi usado anteriormente tinha uma concentração maior de produtos tóxicos e o diluente também era outro. No entanto, esse novo produto é bem menos agressivo, apresentando um desempenho melhor. Isso porque o Aedes aegypti já criou resistência ao antigo produto", esclareceu.

Ainda de acordo com a diretora, os profissionais que trabalharão com o novo inseticida passarão por exames constantes para identificar futuros danos à saúde devido a exposição ao produto.

"Além da obrigatoriedade da utilização de equipamentos de segurança durante o manuseio, a cada seis meses serão realizadas avaliações para identificar o grau de exposição do produto ao trabalhador e a eficaz dele no combate ao mosquito", revelou.

Arlete Baldez diz que mesmo o estado tendo cumprido todas as metas estimuladas, como a visita de todos os imóveis na maioria das cidades, os casos de dengue cresceram cerca de 200% nos primeiros meses do ano, se comparado com o mesmo período do ano passado.

"A situação é grave, um exemplo disso, é o numero de mortes, durante todo ano passado. Apenas duas mortes foram por dengue no estado, e nesse ano já tivemos duas registradas, por isso a população precisa ficar atenta e cuidar o máximo das fossas e calhas. Esses locais também acumulam água e são mais difíceis de serem monitorados", ressaltou.

Rogério Aderbal
Do G1 RO

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