Após tragédia, buracos onde mãe e filha morreram são tapados na BR 364 em Cacoal

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A empresa que presta serviços ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) realizou na terça-feira (29), um trabalho de tapa buracos no trecho da BR-364, próximo do local onde aconteceu o acidente na tarde de domingo (27), que matou a esposa e a filha do ex-secretário do Meio Ambiente de Cacoal (RO), Jorge Murer. O fato aconteceu a cerca de 40 quilômetros do perímetro urbano do município.

Apesar do trabalho, trecho em RO ainda apresenta inúmeros buracos. Ao desviar dos buracos, carreta acabou saindo da pista na terça-feira (29).

carreta pista Cacoal buracos (Foto: Rogério Aderbal/G1)

Apesar do trabalho de recuperação, grande parte do trecho ainda apresenta inúmeros buracos, o que tem gerado prejuízos e muitas reclamações. José Arsênio da Silva é um dos usuários que está insatisfeito com a rodovia. Isso, porque no fim da manhã de terça-feira, ao desviar de um buraco, a carreta que ele conduzia de Porto Velho para Vilhena (RO) saiu da pista e foi parar no mato, às margens da rodovia.

Cacoal tapa buracos (Foto: Rogério Aderbal/G1)

"Por causa de uma fila de carretas que invadiu minha pista para desviar de um buraco, tive que jogar para o acostamento, como a pista estava molhada perdi o controle e acabei no mato. Por sorte, só tive prejuízos financeiros", relata.

De acordo com o carreteiro, trafegar na BR-364 é um verdadeiro desafio devido a enorme quantidade de problemas. "O que se vê são buracos em quase todos os trechos, não tem acostamento e nem segurança. E esse serviço de tapa buracos que estão fazendo é uma vergonha. Esse material não vale nada, daqui a pouco, os buracos estarão todos expostos de novo. É dinheiro jogado fora", desabafa.
Rosilene Cacoal buraco BR-364.

Rosilene Cacoal buraco BR-364 (Foto: Rogério Aderbal/G1)

Quem também ficou no prejuízo foi a fiscal de loja Rosilene Santos, que seguia com a família de Cacoal para Ji-Paraná (RO), e teve que parar na estrada para trocar o pneu que estourou ao bater em um buraco.  "São tantos buracos que a gente desvia de um e acaba caindo no outro, como aconteceu com a gente. Para trafegar nessa rodovia, só se for em caso de necessidade mesmo, pois ela está muito perigosa por causa desse monte de buracos", relata. 

Rogério Aderbal
Do G1 Cacoal e Zona da Mata

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