Estudantes aprendem literatura de forma científica no Ifro de Cacoal

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Projeto visa troca de experiência entre alunos da rede pública e particular. 720 alunos estão no projeto que promove o entrosamento entre escolas.

Em projeto desenvolvido pelo Instituto Federal de Rondônia (IFRO), cerca de 720 alunos do ensino médio da rede pública e particular de Cacoal (RO), município a 480 quilômetros de Porto Velho, trocam experiências e aprendem literatura de forma científica para se prepararem para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e a vida acadêmica. O II Salão de Iniciação Científica Linguístico-Literária teve início na manhã de segunda-feira (2).

Alunos aprendem a formular projetos científicos durante projeto (Foto: Magda Oliveira/G1)

De acordo com o coordenador do projeto, professor Sérgio Nunes, a ideia é que haja troca de experiências entre os alunos, tornando-os mais preparados para o futuro. O professor destaca que o trabalho é uma troca de conhecimento, pois enquanto um grupo de uma escola apresenta o trabalho, o outro ouve e avalia a apresentação. O projeto é desenvolvido pelo Ifro em parceria com escolas particulares, Instituto Abaitará e Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

Projeto visa a integração entre estudantes do ensino médio de escolas particulares e públicas (Foto: Magda Oliveira/G1)Para a realização do projeto, os alunos passaram por dois meses de preparação. Nesta primeira etapa os estudantes do Ifro apresentaram de forma científica cerca de 20 trabalhos retratando temas ligados a literatura e leitura para os demais estudantes de escolas particulares e públicas que fizeram o papel de ouvinte.

"Os trabalhos apresentados, abordam desde a queda do império romano até o simbolismo, que são a junção de vários contextos vinculados ao Enem", explicou Nunes. "Nosso objetivo é mostrar que ainda na escola é possível estudar de forma científica. Nós queremos unir os alunos de todas as escolas sem levantar bandeiras de instituição", destacou.

Para o estudante do 3ª ano do Ifro, Herisson Galescky, de 16 anos, o trabalho realizado é uma forma de se preparar para o ensino superior. "Nós tivemos que produzir trabalhos científicos e agora temos que explicar para os alunos de outras escolas. Acredito que tudo isso irá contribuir com o nosso futuro na faculdade e também com o intercâmbio entre as escolas. Além, de nos ajuda a descobrir como é a realidade do ensino fora da nossa escola", afirmou.

Magda Oliveira
Do G1 Cacoal e Zona da Mata

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