Onze policiais militares são presos durante operação da PF de Rondônia

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100 homicídios estão sendo investigados como de autoria do grupo. Organização criminosa ficou conhecida como 'assassinos da moto preta'.

 A Polícia Federal de Rondônia cumpriu 14 mandados de prisão na manhã desta quinta-feira (7) ao deflagrar a Operação Mors, sendo que onze presos são Policiais Militares que atuavam em um grupo de extermínio que ficou conhecido em Jaru e região do Vale do Jamari como 'assassinos da moto preta'; outros dois suspeitos foram presos e um está foragido. As motivações do crime eram as mais variadas, desde interesses pessoais e financeiros, motivos fúteis a queima de arquivo.

Operação Mors (Foto: Pâmela Fernandes/G1)


Segundo a PF o grupo não tinha um líder, mas ao menos quatro dos PMs presos coordenavam as ações criminosas. As investigações começaram em 2015, há cerca de um ano e dois meses, envolvendo a polícia de várias partes do país, inclusive do Mato Grosso, onde também foram cumpridos mandados de busca e apreensão. Atuaram na operação 250 policiais.


Operação da PF com 250 policiais prende grupo de extermínio em RO

Uma 14ª pessoa está foragida, um jornalista, um advogado e um policial civil foram conduzidos coercitivamente para prestarem depoimento, mas sem comprovação do envolvimento nos crimes. Em Rondônia, os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Jaru, Theobroma e Porto Velho. Os presos em Jaru foram encaminhados à sede da PF de Ji-Paraná para exame de corpo de delito e depoimento. Em seguida eles serão encaminhados ao Centro de Correição da Polícia Militar em Porto Velho.

Operação  (Foto: Pâmela Fernandes/G1)

Mais de 100 assassinatos que ocorreram desde 2009 são investigados como sendo de autoria do grupo. Pelo menos 30 foram confirmados como execuções da organização criminosa. Os suspeitos irão responder pelos crimes de extermínio, agiotagem, corrupção, lavagem de dinheiro, abusos de autoridade, ameaças, fraude processual, intimidação de testemunhas, porte, posse e comércio ilegal de armas de fogo, segurança particular ilícita e até tráfico de drogas. Somadas, as penas podem chegar a mais de 70 anos de prisão.

Operação Mors em Rondônia (Foto: Pâmela Fernandes/G1)

Os trabalhos foram desenvolvidos por 250 policiais da PF com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Rondônia e da Justiça Estadual, além do grupo tático especial da PF.

Pâmela Fernandes e Larissa Zuim

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