Cacoal realiza mais de 160 testes rápidos de leishmaniose

Enviar no WhatsApp
Doença é causada por parasita e pode afetar cães e seres humanos. Apenas um caso suspeito foi notificado este ano, segundo vigilância.

Desde fevereiro deste ano, a coordenadoria de vigilância ambiental realiza coleta de sangue nos cães para controle da doença leishmaniose no município de Cacoal (RO), a 480 quilômetros de Porto Velho. De acordo com o órgão, até julho foram feitos 163 exames, destes, apenas um caso suspeito foi notificado. A doença é causada por um parasita que se hospeda no mosquito palha, e pode afetar cães e seres humanos.

teste da leishmaniose RO (Foto: Rede Amazônica/Reprodução)

Segundo o coordenador da vigilância ambiental, Gabriel Antunes, os exames são feitos por amostragem e com autorização do dono do animal. Os profissionais do centro de zoonoses colhem o material e fazem a identificação da amostra com a foto do cachorro. A coleta é encaminhada para um laboratório.

"Em razão do primeiro caso de leishmaniose canina confirmado em Cacoal em 2014, iniciou-se um trabalho de investigação em várias regiões da cidade e mais quatro foram confirmados em 2015. Esse trabalho é importante para conhecer melhor a população canina do município e fazer uma pesquisa mais ampla da doença", revela.

A dona de casa Glória Alves permitiu que o exame da cadela Pandora, pois entende que o trabalho de orientação e diagnóstico é importante para manter a saúde dos animais. "Esse controle é muito importante, pois eu não sabia que existia esta possibilidade do animal passar a doença para os humanos, por isso fiquei preocupada com minha cachorra, mas espero que não dê nada anormal na saúde dela", expõe.

A meta da vigilância é coletar 220 amostras até o dia 31 de agosto. E se algum dos exames for positivo para a doença, o dono é comunicado e deve seguir alguns procedimentos. "A gente comunica o proprietário e se ele permitir o animal será recolhido e feito à eutanásia", explica Gabriel.

Em animais a leishmaniose não tem tratamento e os sintomas não são específicos, por isso é importante que o dono faça o acompanhamento. Gabriel diz também que como forma de prevenção, é recomendado colocar uma tela protetora no canil para evitar que o mosquito entre e pique o cachorro. Também deve ser evitado que o animal fique na rua e é essencial vaciná-lo contra a doença. A vacina só está disponível na rede privada.

Rogério Aderbal
Com informações da Rede Amazônica

    Opiniões
    Opiniões

0 Comentários:

Postar um comentário

Não aceitamos:

- Agressões e insultos contra autores, outros comentaristas e personagens citados nas colunas e matérias
- Declarações sexistas, xenófobas ou racistas
- Informações falsas
- Propaganda comercial
- Evite digitar em Maiúsculo

 
Copyright © 2016. Cacoal NEWS Todos os Direitos Reservados
Du Pessoa© Web Sites (69) 9366 7066 WhatsApp | www.dupessoa.com.br