Motorista acusado de dirigir bêbado e matar taxista é preso em Rondônia

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O motorista Dhione Marangoni, acusado de provocar o acidente que matou o taxista Emerson Colares dos Santos, de 30 anos, no último mês de janeiro em Vilhena (RO), foi preso na segunda-feira (15), dia do aniversário de 31 anos de idade. Marangoni foi condenado em março, há mais de quatro anos de prisão, por homicídio culposo, omissão de socorro e embriaguez na direção. No entanto, o acusado teve o direito de apelar em liberdade.


Marangoni foi condenado há quatro anos, dois meses e 16 dias de detenção. Além disso, a sentença fixou 10 dias-multa, no valor de 1/2 salário mínimo mensal e suspensão da habilitação para dirigir veículo automotor pelo período de oito meses. O juízo também considerou que o réu era reincidente e fixou regime fechado para o cumprimento da pena.

Inconformado com a conclusão do julgamento, a defesa entrou com recurso pedindo a nulidade da sentença, absolvição pelo crime de embriaguez na direção, fixação de regime mais brando e outros.

A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) avaliou a apelação, manteve a condenação e somente atendeu a mudança de regime; do fechado para o semiaberto. A Polícia Militar (PM) cumpriu o mandado de prisão expedido pela 2ª Câmara Criminal e prendeu Marangoni em casa. Ele foi levado à delegacia acompanhado do advogado e encaminhado para a Colônia Penal, onde deve cumprir a pena.

No regime semiaberto, o preso trabalha durante o dia e dorme na Colônia Penal. O advogado Felipe Jaquier explica que o cliente trabalha como gerente da fazenda do irmão e que pretende pedir o uso de tornozeleira eletrônica, antes do prazo previsto para sua utilização, em virtude das atividades trabalhistas de Marangoni.

Família quer Justiça

Em entrevista ao G1 em janeiro, Herlisson Colares dos Santos disse que o irmão trabalhava como taxista há um ano. Na madrugada do dia 10, após encerrar o plantão, o taxista estava a caminho da rodoviária para buscar a filha de um ano e a mãe dela, que viajavam de Sinop (MT) para uma visita em Vilhena. “Ele estava com muitas saudades da filha. Espero que a que a justiça seja feita e que esse rapaz não saia impune”, enfatizou na época.

O irmão relembrou da dor da família ao saber que o motorista do outro carro foi liberado sem fiança da delegacia. “Se tem lei, porque ele estava dirigindo embriagado? Mas a lei só funciona para ladrão de galinha, não funciona para filhinho de papai. Que ele seja condenado e pague na cadeia pelo que fez”, concluiu emocionado. Emerson era casado e também tinha um filho, de dez anos.
Defesa

O condutor se apresentou na manhã do dia 11 de janeiro, acompanhado pela passageira e por um advogado, na Delegacia de Polícia Civil. Na ocasião, o advogado do motorista suspeito de ter invadido a preferencial, Felipe Jaquier, alegou que o acidente aconteceu próximo da casa do cliente e que ele teria saído do local para ir à residência telefonar e pedir socorro.

“Na hora do acidente, ele pegou o telefone para ligar para os Bombeiros, mas estava sem bateria. Como estava a duas quadras da casa dele, pediu para que a namorada ficasse lá e foi telefonar, momento que foi detido por um policial”, disse.

A defesa também sustenta que Dhione não estava embriagado. O casal estaria vindo de uma lanchonete e não teria ultrapassado a preferencial. “Ele parou no local, não avistou o carro e iniciou o cruzamento, quando sentiu a colisão. Ele não sabe dizer se o veículo eventualmente estava vindo com as luzes desligadas”, justificou na ocasião.
Acidente

Segundo o boletim de ocorrências, a colisão ocorreu por volta da 1h20 do dia 10 de janeiro, quando o veículo de Emerson trafegava pela Rua Liliana Gonzaga, sentido BR-364 e foi atingido pelo automóvel de Dhione, no cruzamento com a Avenida 34, sentido BR-174, que teria avançado pela preferencial.

A vítima chegou a ser socorrida e levada para o Hospital Regional, mas não resistiu aos ferimentos. Uma passageira, que estava no automóvel de Dhione, também foi levada para o Pronto Socorro, com várias escoriações pelo corpo, onde recebeu atendimento médico e foi liberada.

Conforme a ocorrência, Dhione sofreu escoriações em diversas partes do corpo e fugiu do local do fato a pé, mas no momento da fuga, foi acompanhado por um policial que estava de folga e o deteve.

G1 RO

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