PMs que matavam usuários de drogas e infratores são denunciados pelo MP

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Grupo agia na região de Jaru (RO) para fazer 'limpeza social'. Advogado e um comerciante também estão entre as vítimas dos policiais.

Quatorze pessoas, dentre elas 11 policiais militares, foram denunciadas pelo Ministério Público de Rondônia (MP-RO) por fazerem parte de grupo de extermínio que agia na região de Jaru (RO), a 290 quilômetros de Porto Velho. As vítimas dos soldados eram usuários de drogas e infratores. Os acusados foram presos na Operação Mors, deflagrada em julho deste ano pela Polícia Federal (PF). Eles vão responder na Justiça por organização criminosa.

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Conforme investigações da Operação Mors, o grupo de extermínio executava vítimas por motivos fúteis, acreditando na "ideologia da limpeza social" ou de "higienização social". Os policiais envolvidos executavam como forma de justiça privada. Pequenos infratores locais e usuários de droga seriam algumas das vítimas do grupo.

Durante a operação, a PF cumpriu 35 mandados de busca e apreensão. Na ação,14 pessoas foram presas em Rondônia e no Mato Grosso. Dos presos, 11 são policiais militares que foram encaminhados ao Centro de Correição da Polícia militar, em Porto Velho.

Segundo o MP, as investigações começaram no ano passado, depois que a polícia começou a registrar casos de execuções no município de Jaru. Segundo a denúncia, o grupo integrava uma organização criminosa que atuava de forma estruturalmente ordenada e com divisão de tarefa, com o objetivo de obter vantagens através de praticas criminosas.

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Seis pessoas do mesmo grupo também foram denunciadas pelos crimes de porte e posse ilegal de arma de fogo. Outras quatro pessoas, também investigadas na operação e que não faziam parte do grupo, foram denunciadas pelo assassinato de Jelias Rocha Cardoso, ocorrido em dezembro do ano passado. Ele foi assassinado a tiros em Jaru. Um advogado e um comerciante também teriam sido vítimas do grupo. Os dois foram mortos a tiros quando almoçavam em um restaurante.

Operação

As prisões das 13 pessoas, sendo 11 policiais militares, foram feitas em Jaru no início da manhã. Segundo a PF, 250 policiais participaram da ação, que também aconteceu no Mato Grosso. Após serem presos, os suspeitos foram transferidos até a cidade de Ji-Paraná para prestarem depoimentos.

O delegado da PF Eduardo Gomes disse na época que não haviam critérios específicos para as execuções. "Continuavam ocorrendo as mortes com a ideologia da limpeza social. O crime evoluiu, as motivações são as mais variadas, interesses pessoais, interesses financeiros, motivos fúteis e inclusive o interesse do grupo em manter o anonimato, executando testemunhas", disse.

Em 2014, os homicídios se intensificaram. Segundo a polícia, o grupo perdeu o controle de suas ações. "Foram intimidados funcionários da Justiça, Ministério Público, presidente da OAB, sendo suas residências alvejadas como forma de retaliação. Houve outros homicídios de advogados e empresários", afirmou Gomes.

G1 RO 

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