Dezenas de cavaleiros protestam contra proibição da vaquejada em Rondônia

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Associação de Porto Velho questiona decisão do STF que proibiu evento. Segundo STF, animais são expostos a maus-tratos nas vaquejadas.

Dezenas de cavaleiros se reuniram nesta terça-feira (11), em Porto Velho, para protestar contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, na última quinta-feira (6), considerou ilegal a prática de vaquejada no Brasil. Na capital, pessoas montadas a cavalo e em veículos percorreram várias avenidas. O ato terminou no início da noite.


Cavaleiros marcharam do Parque dos Tanques até o CPA em protesto contra proibição da vaquejada (Foto: Toni Francis/G1)

Sob a coordenação da Associação dos Vaqueiros de Porto Velho (Aveep), os manifestantes seguiram do parque dos Tanques, onde costumeiramente são realizadas vaquejadas e rodeios, e seguiu pelas avenidas Lauro Sodré, Imigrantes e Farquhar, até a frente do Centro Político Administrativo do Governo do Estado. Lá eles fizeram o retorno e voltaram para o Parque dos Tanques, repetindo o mesmo trajeto.

Cleber Aguiar, vice-presidente da Aveep, diz que não há maus tratos a animais em vaquejada (Foto: Toni Francis/G1)Cleber Aguiar, vice-presidente da Aveep, explicou que o manifesto é ordeiro e tem o caráter de protesto. "A decisão do STF foi desmedida. Em Porto Velho, por exemplo, não existem maus tratos aos animais, pelo contrário, há uma série de quesitos que são observados em favor do bem-estar e da saúde do animal", salientou Aguiar justificando a defesa ao evento.
Cleber Aguiar, vice-presidente da Aveep, diz que não há maus tratos a animais em vaquejada. 

Segundo ele, além de acabar com uma cultura tradicional nos centros brasileiros, a medida do STF compromete a economia de várias famílias em todo o país.

"Pelo menos 120 mil famílias vivem de vaquejada no Brasil, são vaqueiros, tratadores, veterinários e vários outros profissionais que atuam nesse meio. Em Porto Velho são 200 vaqueiros e 80 famílias que serão atingidas diretamente", enfatizou, chamando a problemática para o aspecto social e econômico.

Decisão

Na última quinta-feira (6), o STF julgou inconstitucional a lei cearense 15.299/2013, que regulamentava os espetáculos de vaquejada no estado. Com o entendimento da Corte Máxima do país, a vaquejada passa a ser considerada uma prática ilegal, relacionada a maus-tratos a animais e, por portanto, proibida.

A ação que resultou na decisão foi movida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e questionava, especificamente, a legislação cearense. Contudo, a decisão do STF poderá ser aplicada nos demais estados e no Distrito Federal.  O julgamento, iniciado em agosto do ano passado, terminou com seis votos a favor da inconstitucionalidade e cinco contra.



Toni Francis
Do G1 RO

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