Professores tem pouco o que comemorar e vivem desafios para ensinar

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Professor: a mais importante de todas as profissões e a mais essencial na sociedade.Os professores a cada ano precisam vencer novos desafios seja de relacionamento com alunos e até a chegada das novas tecnologias.

Hoje é comemorado em todo o País o dia do professor. Os profissionais que desenvolvem conhecimento e educação, também têm desempenhado outras funções junto aos alunos, muitas vezes pela ausência dos pais na vida dos estudantes. Embora pouco reconhecida e em meio a muitas dificuldades, a profissão de professor se faz essencial para vida de todos. Os professores a cada ano precisam vencer novos desafios seja de relacionamento com alunos, infraestrutura das escolas ou até mesmo com a chegada das novas tecnologias.


Professores tem pouco o que comemorar e vivem desafios para ensinar

A maior parte dos alunos são interessados na execução de projetos propostos pelos professores, porém um dos impasses enfrentados é a falta de estrutura. “Precisamos de internet e não tem, faltam computadores, por causa de laboratórios. […] Ar-condicionado, colocou agora, estão sofrendo aqui num ambiente quente, de manhã fica mais fresco, mas à tarde é muito quente”, frisou a professora de língua portuguesa da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Petrônio Barcelos, Rozana Colen.


Professores tem pouco o que comemorar e vivem desafios para ensinar

A falta de suporte e apoio familiar dificultam o processo educacional dos jovens que buscam por atenção, principalmente na fase da adolescência. “Esse é um problema geral das escolas públicas, as famílias infelizmente não estão presentes. Há um desencontro de horários, porque hoje em dia pai e mãe têm que trabalhar para ter o sustento da família, só um não dá”, relatou a professora. Os encontros marcados pela escola são frequentes, porém muitos não conseguem comparecer. “Reunião para entrega de notas, já fizemos em vários horários, à tarde, à noite, mas muitos pais trabalham à noite. Fazemos o papel de pai e mãe”, disse Rozana.



A escola possui atualmente em média 800 alunos, e embora tendo sofrido algumas ocorrências de furto, no geral, não existe histórico de violências entre alunos. “Como há tempos não temos guardas nas escolas, ficamos à mercê de tudo. Todo final de semana entravam na escola para roubar”, destacou Colen.

Língua portuguesa x internet

Nos tempos atuais trabalhar com a língua portuguesa tem sido muito difícil, principalmente com o advento da internet que trouxe uma nova forma de escrever. “Eu cobro muito deles, não tem como trabalhar a língua portuguesas sem cobrar, ainda mais com a linguagem de hoje. Não tem como não ser rigorosa. […] Eles querem escrever como escrevem nas redes sociais”, declarou Rozana. Segundo ela, momentos e ambientes diferentes devem ser analisados para o uso adequado da língua. “É muito difícil ensinar a língua padrão dentro dessa coloquialidade. […] Eu falo assim: você vai para qualquer lugar com qualquer roupa? Não! então você não pode utilizar a mesma linguagem em qualquer lugar”, definiu Colen.

Nos 22 anos de trabalho em sala de aula, a professora refletiu sobre as diversas mudanças que ocorreram, em relação ao comprometimento. “É diferente, eles não querem que eu fique falando e escrevendo, eles querem ouvir rápido, as tecnologias trazem esta imediatividade”, argumentou. A estratégia utilizada para aumentar a leitura e fazer de forma descontraída inserindo discussões sobre o tema. “Lemos uma parte e comentamos, eles interagem com o texto, sempre mostrando que cada lugar tem sua linguagem”, diz.

A leitura é muito importante para desenvolver o raciocínio e adquirir conhecimento, prática, segundo a professora, cada vez mais incomum entre os estudantes. “Eles liam mais, antes eram 4 livros por bimestre, há cada 15 dias um livro. Hoje eu consigo no máximo um por bimestre”, esclareceu.

Os professores nos dias de hoje devem ensinar além do conteúdo previsto no plano de aula, e só conseguem aqueles que têm amor pela profissão. “Não quero só ensinar matéria, quero ensinar valores, quero ensinar respeito ao outro para que vislumbrem o futuro e tenham objetivos”, finalizou a professora.

Por Ariadny Medeiros
Diário da Amazônia

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