Empresário acusado de mandar matar ex-esposa é absolvido em Cacoal

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Outro suspeito confessou ter disparado contra a vítima e foi condenado. Júri popular que iniciou na quarta,16, encerrou nesta madrugada, 18.

Após dois dias de júri popular, terminou na madrugada desta sexta-feira (18), o julgamento do empresário Juscelino Bellincanta que era acusado de ter mandado matar a ex-esposa. Foi julgado também o funcionário do empresário, Stevim dos Santos Tesoura. Os dois eram acusados de tentativa de homicídio contra a também empresária Fabíola Martinez Azevedo, ocorrido em 16 de maio de 2013. A sessão ocorreu em Cacoal (RO), a 480 quilômetros de Porto Velho.

Empresário acusado de mandar matar ex-esposa é absolvido em Cacoal

O júri popular que teve início na quarta-feira (16), e foi realizado no auditório do campus da Universidade Federal de Rondônia (Unir), por decisão do juiz que conduziu os trabalhos, Carlos Burck, pois o fórum de Cacoal não possui estrutura suficiente para o júri, em razão alto número de testemunhas, mais de 20, e do interesse da sociedade, devido à repercussão social do crime.

Sentença

Conforme a sentença, Stevim, que confessou ter disparado contra a vítima, teve a pena decretada inicialmente em doze anos, mas por ser réu primário e ter confessado o crime a pena foi atenuada para oito anos e dois meses de prisão, podendo recorrer da decisão em liberdade. Já o empresário Juscelino foi absolvido da acusação de ser o mandante, porque a maioria dos jurados não acatou a disputa de bens como motivação do crime.



Acusação

Segundo acusação do Ministério Público de Rondônia (MP-RO), o crime foi uma combinação entre Juscelino e seu ex-empregado da construtora para matar sua ex-esposa por causa de disputa de bens, tese que não foi acatada pela maioria dos jurados. Já Stevim sustentou que o tiro levado pela empresária, na ocasião, foi decorrente de um susto durante um assalto, praticado por ele na casa da vítima, em um ato de desespero em razão da doença do filho.



Depoimento da vítima

Fabíola contou em seu depoimento no Tribunal do Júri, que ela e Juscelino foram casados por 23 anos e, segundo ela, o casal teve um processo de divórcio conturbado, em razão da divisão dos bens. Ainda de acordo com a empresária, ela sofria violência doméstica e que o ex-marido teve amantes ao longo do casamento.

O MP-RO tem até cinco dias para analisar e decidir se acata ou não a sentença. O G1 não conseguiu contato com os advogados de defesa.

Cacoal, Porto Velho

Rogério Aderbal
Do G1 Cacoal e Zona da Mata

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