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11/04/2017

Kondzilla vira maior canal do YouTube no Brasil e quer dominar funk além de clipes

Canal chega a 5,5 bilhões de views e supera Galinha Pintadinha; agora diretor também é empresário de MCs, faz publicidade e diz: ‘Quero ser o maior comunicador com jovens de comunidade do Brasil’.

A cada segundo, 254 pessoas clicam em um dos clipes de funk feitos por Kondzilla. Com 5,5 bilhões de visualizações, ele superou os desenhos da Galinha Pintadinha e se tornou, desde o início de abril, o maior canal do YouTube no Brasil. O G1 visitou a casa na Zona Leste de SP de onde sai um clipe por dia – e planos grandiosos. “O normal é que todo vídeo tenha 1 milhão de views em 24h”, conta Konrad Dantas, o Kondzilla.

Kondzilla vira maior canal do YouTube no Brasil e quer dominar funk além de clipes

Veja os vídeos acima e abaixo e conheça os 5 fatores que levaram Kondzilla ao topo nesta lista e nos depoimentos em sequência. Na casa de dois andares trabalham 35 funcionários, fixos e freelancers, gravando ao menos dois vídeos simultaneamente. Cada produção custa a partir de R$ 50 mil. O chefe tem 28 anos e pensa grande. Agora também é agente de artistas para shows (Guimê, Bin Laden, Kevinho e Tati Zaqui no casting). Começou a empresa no seu quarto e quer abrir escritórios “até em Marte se tiver uns marcianos querendo fazer clipe”.

Conheça a trajetória de Kondzilla

No mercado de sucessos efêmeros como o funk de SP, Kondzilla se consolida como uma marca mais duradoura e forte do que qualquer MC. Imagine: um fã do batidão assiste um clipe assinado por Kondzilla, publicado por Kondzilla, de um artista agenciado por Kondzilla, que ele conheceu no site de reportagens do Kondzilla, usando boné, camisa, bermuda e acessórios do Kondzilla. Antes, vê no YouTube um comercial dirigido por... Kondzilla (ele foi contratado pela produtora Conspiração para ajudar a conceber comerciais). Tudo é fruto de:

Obstinação: Ele diz que não começou “do zero”, mas do “menos cem”. “Sou negro, da favela, sem sobrenome italiano”. Estudou vídeo com recurso que a mãe deixou após morrer. A sacada do público: Achou no funk um “nicho gigante” após ver um clipe feito em “celular Motorola v3, em cima da laje, batendo com a palma da mão, com 7 milhões de views”Linguagem certa: Fez clipes como entretenimento para jovens de comunidade. Explodiu com a estética da ostentação. “Para eu ver o sofrimento, era só abrir a porta da minha casa”.

Kondzilla vira maior canal do YouTube no Brasil e quer dominar funk além de clipes

Modelo de negócios: Transformou seu canal no ponto central do funk no Brasil. “Somos mídia. A gente só produz se for lançar no nosso canal, e só lança no canal produção nossa”. Marca poderosa: Seu nome supera o de MCs. Agora Kondzilla também agencia artistas e quer ser “o maior comunicador com jovens de comunidade do Brasil”. “Quero e vou ser”.

Veja a ascensão de Konzilla, nas palavras dele, em 5 atos:

1 - Obstinação

“Lucro o que der pra lucrar. Se não der, beleza. Ninguém sabe das noites que eu chorei porque não tinha dinheiro para pagar quando o financeiro vinha com a fatura. Essa história ninguém sabe, ninguém vai falar. Como a gente veio do nada, tudo que pintar de coisa boa é diferente. Começar do zero é fácil. E começar do menos cem? Meu sobrenome não é italiano. Eu sou negro, sou da favela.

Sou de um bairro chamado Vila Santo Antônio, uma periferia no Guarujá, litoral de SP. Minha mãe era professora, e meu pai na época era pedreiro, e hoje é marinheiro. Só tive oportunidade de estudar porque minha mãe morreu e deixou um recurso para mim e meu irmão. Ele virou dentista e eu fui estudar cinema.

Aos 18 anos, comecei a me aproximar do audiovisual. Estudei cinema numa escola de computação gráfica, voltada para pós-produção. Achava que era isso que eu queria fazer. Mas quando comecei a trabalhar, percebi que não tinha prazer com aquilo. Era muito cansativo, virava noite. Nunca quis virar noite na vida. Não gosto de balada e não vou, porque a noite foi feita para dormir.

No curso, não me dediquei em duas matérias: direção de cena e fotografia. Queria recuperar esse tempo perdido, senti que estava em dívida com a minha mãe. Ela faleceu, eu consegui estudar por isso, mas eu não me dediquei o quanto eu prometi. Eu tinha falado com ela que, se tivesse oportunidade, queria estudar cinema aqui em São Paulo. Aí comecei a estudar por conta e fazer curso livre. Vi que eu estava gostando mais disso do que as coisas que eu achava que eu gostava. Eu cantava rap desde os meus 12 anos. E eu não tinha grana para pagar alguém para fazer meus clipes. E falei: “Agora eu estudo cinema, eu vou fazer meu próprio clipe.” E eu fiz o primeiro clipe. Não saiu nada do jeito que eu esperava..."

2 – A sacada do público

“Decidi fazer videoclipe de funk porque eu vi os vídeos de um cara chamado Mc Lon. Ele fazia com um celular Motorola V3, em cima da laje, batendo com a palma da mão, e tinha 7 milhões de views. Falei: ‘Se o cara com um V3 tem 7 milhões, qualquer coisa que eu fizer estudando um pouquinho vai dar mais audiência’. E começou a dar.

Kondzilla vira maior canal do YouTube no Brasil e quer dominar funk além de clipes

Na verdade eu faço audiovisual para música, e o funk me deu oportunidade de me tornar quem eu sou. Gosto de outras coisas, ouço todo tipo de música. Mas o que me trouxe aqui foi o funk, única e exclusivamente. Eu dirigi o último DVD do Charlie Brown Jr, dirigi clipe dos Racionais. Concorri a melhor clipe no júri técnico no Prêmio Multishow. Mas o que trouxe a gente até aqui foi o funk.

Meu sonho era trabalhar com música, com videoclipe. Cheguei a fazer clipes de rock, axé, forró, sertanejo, pagode, funk. Aí fiz de funk e mandei para um festival de Santos, o Curta Santos. Foram dois videoclipes, os dois indicados. Pensei: ‘Acho que tenho algum talento, vou investir nisso.’

3 – Linguagem certa

“No primeiro clipe que fiz já tinha carro, mulherada. Porque eu sempre enxerguei a música como entretenimento. Para eu ver o sofrimento, era só abrir a porta da minha casa. Então eu achava que a música tinha um papel fundamental como entretenimento para quem é de comunidade. O que a gente faz aqui está muito próximo dos clipes dos anos 2000 dos rappers americanos. É nossa maior referência. Também vemos clipe de reggaeton, outras coisas, mas a maior parte é americana.

E o tipo de filmagem vai mudando. Uma hora é uma mansão, depois balada, depois volta a fazer na favela, no estúdio, cenário, aí depois é tudo isso com storytelling, Depois storytelling não dá certo, aí é clipe de ‘mastershot’ bonito. Vamos testando... “

4 – Modelo de negócios

“Hoje somos mídia. A gente só vende o serviço de produção se publicar com exclusividade na nossa mídia. E a gente só publica na nossa mídia se for produzido por nós. São duas coisas simultâneas, mas dois serviços diferentes. No começo, qual era a minha ideia? Eu tinha uma câmera, sabia fotografar, dirigir, montar, finalizar, entregava o conteúdo pronto pro cara. Só que ele me trazia a produção (no universo do funk, isso significa que o próprio artista tinha que arrumar os carros, motos, mulheres e casas a serem filmados). Foi assim que começou o nosso modelo de negócios. Hoje em dia a gente tanto faz a produção quanto deixa para o artista.

A parcela do pagamento do YouTube depende de quanto o artista vai investir no conteúdo. Se ele entrar com um recurso maior, a gente divide essa receita da mídia. E se ele não tem recurso a gente fica com 100% da renda do YouTube. Porque a gente acredita junto.

E o quanto o Youtube paga varia muito. O algoritmo deles considera o CPM, que é o custo por mil cliques, e também o Watch Time, que é quanto tempo o usuário fica navegando no seu canal. Pelo que eu sei, é isso. Mas a gente trabalha numa plataforma do Google, e eles podem mudar sempre que quiserem, a gente não tem controle.

Não tenho e nem quero ter ideia (do quanto ganhamos por mês). Na hora que eu descobrir quanto dinheiro gira por mês por aqui eu não vou estar trabalhando por amor. Esse é meu sonho e tem pessoas sonhando junto comigo. Hoje aqui a gente tem quatro diretores, contando comigo. Tem eu, o Gabriel Zerra, o Tico Fernandes e o Caíque Alves. Eu procuro dar a aprovação final de todos os vídeos. Mas até chegar em mim tem o montador, o diretor, o cliente, a coordenação de pós-produção.

Hoje eu procuro colocar um gerente em cada projeto. Porque ninguém no planeta vai conseguir se dedicar a tantos projetos de uma vez. Minha vida está meio maluca. Tem dia que eu trabalho até duas da manhã, tem dia que é até dez da noite. Entro sempre às 10h da manhã, mas acordo todo dia às 6h.”

5 – Marca poderosa

“Hoje já vejo que a Kondzilla já é muito mais que uma companhia de vídeo de música. A ideia é expandir num vertical de jovens de comunidade. Eu quero ser o maior comunicador com jovens de comunidade do Brasil. Eu quero ser e eu vou ser. Estou trabalhando para isso. Tenho ideia de abrir a Kondzilla até em Marte se tiver uns marcianos querendo fazer clipe.

Minha vida está indo pra um caminho que eu não imaginava. Mais para a parte empresarial, business, executiva, do que a própria arte. A gente acabou criando uma coisa que cresceu mais do que a gente imaginava. Era um carinha que queria fazer um enquadramento bonito e deixar um clipe mais pra cima, mais cromado e contrastado.

Hoje somos um selo musical. E uma referência. Tem muita gente que não acompanha a cena do funk, mas nos conhece. Kondzilla hoje se tornou um “lifestyle” que tem o funk como essência (ele também vende bonés, camisetas, agasalhos, acessórios).

A gente tem um projeto, que é nosso portal Kondzilla.com, para fazer matérias e minidocumentários voltados para esse público que ainda não é representado como merece. Depois de um tempo deu o estalo de que a gente tem a responsabilidade sociocultural. Mesmo depois de trabalhar 5 anos com audiovisual para o funk ainda não tinha ninguém representando esse lado sociocultural com um volume de trabalho sério e com volume grande.”


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Cacoal NEWS
Da Redação

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