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30/08/2016

Liga dos Camponeses Pobres destrói fazenda em Seringueiras

Fábrica de ração, oficina, espaço para implementos foram destruídos e animais mortos.Local de armazenamento de produtos para o trabalho e alimentação do gado foi destruído.

Na fazenda Bom Futuro, distante 40 quilômetros de Seringueiras, os trabalhos estão paralisados e 30 famílias desempregadas temporariamente, até a reconstrução de tudo que a Liga dos Camponeses Pobres (LCP) destruiu. O movimento que permaneceu por mais de 30 dias na propriedade causou um prejuízo estimado em mais de R$ 10 milhões. O pecuarista Augusto Nascimento Tulhia, dono da fazenda, teme pela própria vida, pois já sofreu ameaças de morte.

Local de armazenamento de produtos para o trabalho e alimentação do gado foi destruído

Por enquanto, não se fala em prazo para realização dos reparos, depende da conclusão dos laudos da perícia técnica, que se surpreendeu com a dimensão dos estragos. Calcula-se, que pelo menos 500 cabeças de gado foram abatidas ou morreram de fome e sede. O que ficou perdeu peso, teve as patas quebradas e adoeceram.


O rastro de destruição está por toda parte, nada sobrou da fábrica de ração, da oficina mecânica e do espaço onde se guardava os implementos agrícolas. A LCP queimou e demoliu todas as edificações: quebrou e furtou peças dos tratores, derrubou caixa d’agua de 11 mil litros, queimou todos os currais, sendo um orçado em R$ 500 mil e envenenou mangueiras e coqueiros na propriedade.

Movimento

Os produtores da região, ligados ao Movimento da 429 relatam que a demora no cumprimento da contribui com caos provocado pela Liga, que tinha treinamento de guerrilha e armas de grosso calibre e ameaçam a partir de agora fazer justiça com as próprias mãos. “Estamos revoltados com tudo que aconteceu, de hoje em diante olho por olho e dente por dente. Se voltar a ter invasão a culpa é do governo, os produtores vão agir com sua própria força, e qualquer carnificina que houver a culpa é do Governo, não queremos ser punidos por isso”, disse membro do Movimento Todos pela 429, que preferiu não se identificar.

Por Wilson Neves
Cacoal NEWS

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