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05/09/2016

Acir diz não vê crime de responsabilidade em atos da Ex Presidente Dilma

A volta da presidente talvez causasse um problema ainda maior para a economia brasileira, que já não está bem

Salvar ImagemO senador Acir Gurgacz (PDT-RO), que votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff, disse na quarta-feira (31 de agosto), em vídeo publicado no Facebook, que não vê crime de responsabilidade nos atos praticados por ela.  No vídeo, publicado no perfil oficial dele, Acir Gurgacz justifica o voto pró-impeachment afirmando que faltaria “governabilidade” a Dilma caso ela retornasse à Presidência.

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O senador do PDT afirmou: “Foi uma decisão muito difícil mas importante para o nosso país. Eu entendo que não há crime de responsabilidade, mas falta governabilidade para a presidente voltar a governar o nosso país. A volta da presidente talvez causasse um problema ainda maior para a economia brasileira, que já não está bem”

Disse mais: “Votamos de acordo com a vontade da população brasileira, principalmente com a vontade da população do nosso estado de Rondônia”

Segundo o senador, “o plenário é soberano” e a motivação dos votos não é razão para questionar o resultado do impeachment no Supremo Tribunal Federal, como pretende a defesa de Dilma.

Acir declarou: “O que vale é meu voto ou meu argumento? O que vale é meu voto, é o painel. Se o meu argumento é outro, o que importa é o voto. Eu fiz um estudo jurídico sem nenhum [fator] político. O resultado foi totalmente diferente, por unanimidade, não havia crime de responsabilidade”.

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Segundo o senador, os votos a favor do impeachment foram motivados pela questão política, pela falta de governabilidade. Ele disse se basear em um estudo que analisou as contas de 2014. O período não foi alvo do pedido de impeachment mas, de acordo com Gurgacz, as manobras fiscais são as mesmas do mandato que foi interrompido nesta quarta.

Justificando a opinião de que não houve crime de responsabilidade, Acir Gurgacz disse: “Estudei por três meses com vários técnicos do Senado, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica, do BNDES, mestres de universidades públicas, todos servidores de carreira. Chegamos a uma conclusão, não tinha nada a ver com impeachment, na época. Então, tenho que manter minha coerência”.

Impeachment

Dilma foi condenada sob a acusação de ter cometido crimes de responsabilidade fiscal – as chamadas “pedaladas fiscais” no Plano Safra e os decretos que geraram gastos sem autorização do Congresso Nacional, mas não foi punida com a inabilitação para funções públicas. Com isso, ela poderá se candidatar para cargos eletivos e também exercer outras funções na administração pública.

Três horas após o Senado afastar Dilma o presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL), deu posse na tarde desta quarta-feira (31) a Michel Temer no cargo de novo presidente da República.

Por Rádio Alvorada AM

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